Em meio a uma grande crise, quais são as perspectivas de investimentos na Bolsa?


Nesta terça-feira, 19, conversamos com Gilson Finkelsztain, CEO da B3, a Bolsa Brasileira. Tito Gusmão, nosso CEO, e Thomaz Fortes, nosso CIO, conduziram a conversa sobre as perspectivas de investimentos na Bolsa e os impactos da pandemia do novo coronavírus nos mercados.

Você pode conferir, abaixo, a íntegra da transmissão. Mas trouxemos, também, um resumo dos tópicos tratados nesta Live especial.

A Bolsa e os investidores brasileiros em meio a crise

O presidente da B3 afirmou estar satisfeito com a condução do mercado em um período tão delicado como o que estamos vivendo. O aumento expressivo de negociações em Bolsa, mesmo durante a crise econômica causada pelo novo coronavírus, foi um dos tópicos abordados por GIlson.

“Vimos um aumento expressivo no mercado de ações no Brasil. Nós praticamente triplicamos o volume de negócios na Bolsa de Valores. Mesmo em um período em que algumas bolsas chegaram a parar completamente”, apontou. 

O entusiasmo do brasileiro com a Bolsa já vem aumentando há algum tempo: o número de CPFs cadastrados tem crescido vertiginosamente nos últimos anos e nem mesmo a alta volatilidade destes últimos três meses parou este movimento.

Com este gancho, Gilson, Tito e Thomaz abordaram o cenário de baixa taxa de juros que o país vem se acostumando nos últimos anos.

“Inflação baixa e juro baixo estão sendo transformacionais para o mercado de capitais”, afirmou o presidente da B3.

A insegurança do investidor

Ainda existe bastante insegurança para quem investe ou quer começar a investir na Bolsa e isso pode acontecer por desinformação e por estarmos no início da popularização da cultura de investimentos no país.

Em relação a isso, Gilson apontou duas questões relevantes que precisam ser mais faladas e divulgadas: a regulação brasileira e educação financeira.

“A regulação no Brasil é bastante diferenciada. Temos um modelo que garante que os ativos, independente de qual intermediário ou corretora o investidor utilize, ficam em nome do investidor final na depositária da B3”, explicou.

Ou seja, caso o investidor tenha alguma divergência na relação com o seu intermediário ou corretora, o ativo está em seu nome e ele pode realizar transferência para onde se sentir mais confortável.  Não há o risco de crédito.

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Educação financeira e disciplina aos investidores

O outro ponto reforçado pelo CEO da Bolsa do Brasil é a educação financeira, que apontou como fundamental para o desenvolvimento do mercado. Afirmou, ainda, que este momento de crise mundial, de certa forma, elucidou muitas das dores dos investidores.

“Acho que um momento como esse ajuda a entender como as pessoas reagem. O investidor pouco informado acaba tomando decisão impulsiva e menos racional”.

Além disso, Gilson trouxe à conversa a necessidade de conhecimento do perfil de investidor, reforçando que a forma ideal de investir depende de cada um. Afirmou que o investidor precisa entender o que está comprando e, mais do que isso, precisa ter disciplina.

“Não há uma fórmula de bolo. Mas a disciplina é tudo no mercado financeiro”, sentenciou.

Confira a transmissão completa, abaixo: